Prestadoras/geradoras de processamento
Durante as Revouções Industriais, as próprias empresas geravam praticamente toda energia que precisavam, fosse ela hidráulica, vapor ou em alguns casos até mesmo a elétrica. Partindo desse ponto de vista, podemos traçar um paralelo semelhante com a capacidade de processamento e em um futuro não tão distante poderemos “comprar” todo o processamento que precisarmos e o processamento se dará em empresas especializadas com gigantescas capacidade de processamento, transferência, etc. Os métodos não são importantes nessa hora, não vamos discutir tag computing, processamento paralelo, etc e sim o princípio da transformação.
Quando várias empresas já usam os thin-clients, transferindo grande parte do processamento para algum outro lugar, esse princípio pode ser expandido e daqui alguns anos – ou décadas – isso se tornar uma realidade totalmente plausível. A revolução seria ainda maior para os telefones celulares.
Enquanto as empresas desenvolvedoras de hardware brigam ferozmente para a produção do menor componente possível, com esse tipo de “serviço” o processo tenderia a se reverter, o que aumentaria enormemente a capacidade de processadores, porque a maior parte dos problemas nesses projetos tem foco em colocar a maior quantidade de informações, no menor espaço possível e sem aquecimento. Dessa maneira o tamanho deixa de ser um impedimento – se hoje um chip de 2 x 2 cm já tem um processamento monstruoso imagine isso com chips muito maiores e todos trabalhando juntos.
Este seria apenas um dos impactos mas podemos citar outros rapidamente, como os custos de produção das máquinas, impacto ecológico com a menor produção de materiais, etc.
Na verdade, tecnicamente, a criação dessas grandes “distribuidoras/prestadoras” de processamento não é impossível. Basta saber o custo todo do processo e se o lobby das empresas de hardware/software permitiria a criação tão fácil de um modelo de negócio como esse.

