Telefones celulares na luta contra a AIDS na África do Sul
Segundo vários documentos, para grupos de designers, companhias de tecnologias, saúde e ativistas contra a AIDS os telefones celulares podem ser uma arma contra um dos piores problemas da humanidade: levar informações para as áreas mais infectadas do globo.
O Projeto Masiluleke – que quer dizer “De conselhos sábios” no dialeto Zule) é o maior uso da história de aparelhos móveis para o combate da doença e é hoje para vários especialistas a maior esperança na região.
O Projeto M, como é chamado, está atualmente no primeiro mês de funcionamento e a sua esperteza é enviar mensagens de textos especialmente produzidas dentro de outras que as pessoas trocam normalmente. Ou seja, junto com o tradicional “me ligue” que a maioria das pessoas da região utilizam para fugir dos altos custos de telefonia, eles recebem graças a uma parceira entre diversas empresas a opção de conversar ou receber ajuda especializada de diversos call centers que podem transmitir dados sobre saúde, aconselhamento familiar, clínicas, testes, etc.
Na África do Sul, morrem diariamente mais que 1000 pessoas e aproximadamente 40% da população, em um total de 48 milhões de pessoas, estão infectadas. Além da disponibilidade de medicamentos para lutar contra o vírus, os doentes sofrem com a falta de informação que eles precisam para se ajudar. E quando um número tão grande de pessoas está infectada o resto da população só vai ter acesso a testes e tratamentos quando for muito tarde. “Os homens só nos procuram quando perdem todas as esperanças”, disse a ativista Zinny Thabethe.
Já no primeiro mês de operação, o Projeto M, enviou mais de 1 milhão de mensagens por dia do tipo “Portador do vírus e mal tratado pela família? Para aconselhamento, ligue para essa linha de ajuda gratuitamente”. Somente com esse tipo de mensagem os call centers do país que recebiam cerca de 1000 ligações por dia passaram a 4000.
Graças ao sucesso da operação a idéia é que ela se espalhe por todo o continente africano.
