A Crise Atual em uma Perspectiva Histórica: 1929 e 2008
Nota: para quem tiver interesse vou começar a publicar com a autorização do professor Frederico Mazzucchelli, o seu novo livro “Os Anos de Chumbo” aqui no blog. Neste livro você vai encontrar ensaios fundamentais para entender melhor o cenário político econômico da hegemonia inglesa do século XIX até a Segunda Guerra. Fundamental para quem quiser conhecer os seus impactos na crise atual. Os posts com os textos estão aqui.
Segundo os grandes economistas, os momentos de crise e de bonança acontecem em ciclos. Para os estudiosos esta atual estava desenhada há tempos e na minha humilde opinião, quando até revistas do tipo da Caras começam a falar sobre como ganhar dinheiro na Bolsa, pessoas que nunca investiram comentando que compraram Itaú, Vale, etc. é porque vai dar algum problema maior do que o imaginado. O texto abaixo, escrito pelo renomado Professor Frederico Mazzucchelli, é uma boa fonte de comparação sobre os motivos e porque ela não é essa crise tão pequena quanto o governo pinta. Na verdade, entre os maiores economistas que pude conversar é uma crise das mais graves, comparada sim a de 1929, pois hoje na Europa há países inteiros que praticamente quebraram, alguns em situações que ninguém poderia imaginar como é o caso da Espanha e a Inglaterra, que de berço do capitalismo vai se tornando o túmulo do mesmo.
A Crise Atual em uma Perspectiva Histórica: 1929 e 2008
Frederico Mazzucchelli
A profundidade da crise que assola parte significativa do sistema financeiro mundial terá, certamente, impacto sobre a evolução dos agregados econômicos reais (produção, investimento, emprego etc.). Já se torna evidente que a economia mundial ingressou em uma fase de desaceleração ou recessão, cujo desfecho é ainda desconhecido. É inevitável, neste contexto, que surjam comparações entre o momento atual e a experiência dramática da Grande Depressão, que subverteu o mundo, sobretudo entre 1929 e 1933.
Seguramente, o peso da riqueza financeira em relação ao produto, a sofisticação (e opacidade) das operações financeiras e a interligação entre os vários segmentos dos mercados em escala global, são hoje infinitamente maiores do que no final dos anos 1920s. A dimensão recente alcançada pela riqueza financeira (quase quatro vezes superior ao PIB mundial) e a escala real ou nocional das perdas incorridas sugerem que estamos diante de um processo monumental de desvalorização de ativos, muitas vezes superior ao que se assistiu há quase 80 anos. A conclusão que daí poderia advir é que o curso dos acontecimentos será, em conseqüência, mais dramático e doloroso do que em 1929-1933.
Felizmente, tal conclusão não se sustenta. É necessário assinalar, em primeiro lugar, que face à eclosão da crise, a intervenção dos governos foi imediata. O credo liberal e a panacéia dos mercados “eficientes” ou “auto-regulados” foram sumariamente abandonados e o Estado assumiu, com maior (Inglaterra) ou menor (EUA) grau de acerto, a responsabilidade pela defesa das instituições financeiras, pela provisão da liquidez, pela garantia integral dos depósitos, e pela tentativa de evitar a todo custo o aprofundamento da contração do crédito. Sem a pronta e contínua injeção dos recursos públicos o colapso teria sido total. A ação dos governos, tipicamente keynesiana, tem sido a de buscar a restauração do circuito do crédito-gasto-renda, nem que para tanto seja necessário estatizar (ainda que parcial e temporariamente) parcela significativa do sistema financeiro.
Uma intervenção vigorosa, como a que assistimos no presente momento, seria impensável em 1929. Não se deve esquecer que o conventional wisdom nos anos 1920s era determinado pelas regras do padrão-ouro. Em particular, as ações expansionistas (sobretudo fiscais) eram vistas com suspeição por alimentar a inflação e precipitar, dessa forma, a desvalorização cambial. Câmbio fixo e orçamentos equilibrados conformavam uma unidade indissociável. A defesa do câmbio era o objetivo supremo, que condicionava a política monetária e, na prática, anulava a política fiscal. Os EUA retornaram ao padrão-ouro em 1919, a Alemanha em 1923, a Inglaterra em 1925 e a França, de fato, em 1926. Quando da eclosão da turbulência de 1929, Hoover em nenhum momento cogitou abandonar o padrão-ouro. Brüning (que comandou o gabinete alemão a partir de março de 1930) procurou combater a recessão com a deflação. A França, desde o Franc Poincaré, cultivou sua devoção ao ouro até setembro de 1936 e, da mesma forma, insistiu na tentativa de impor a deflação como remédio para a depressão. Mesmo após a desvalorização da libra em setembro de 1931, a Inglaterra, apesar de praticar uma política de cheap money, permaneceu circunscrita a uma política fiscal conservadora. Nem mesmo Roosevelt conseguiu se desvencilhar do dogma dos orçamentos equilibrados: em 1937, sua tentativa de “sanear” as finanças públicas redundou na “recessão na depressão” de 1938. Unicamente Hitler, desde 1933, praticou uma política deliberada de expansão dos gastos públicos. O outrora austero Hjalmar Schacht, que entre 1923 e 1930 foi o zeloso guardião da moeda alemã, garantiu sua recondução ao posto em 1933 apenas mediante o compromisso explícito, assumido com o Führer, de envolver diretamente o Reischbank no financiamento dos gastos do governo.
A verdade, assim, é que com a exceção do experimento nazista, corações e mentes – à direita e à esquerda – professavam naquele então sua crença mítica nas virtudes das sound finances. Seria impensável, em 1930 ou 1931, que um economista escrevesse, poucos dias após ser laureado com o Prêmio Nobel, que face à extensão da crise “não é hora de pensar no déficit” (Paul Krugman). Ao contrário da experiência traumática da Grande Depressão, a disposição à intervenção estatal é hoje, portanto, um elemento determinante que diferencia nitidamente as iniciativas da política econômica. Este é um fator decisivo que projeta um futuro menos sombrio para a evolução da crise atual.
Existe, de outra parte, uma clara semelhança em relação à origem dos distúrbios que resultaram na Grande Depressão e os que estão por detrás da presente convulsão. Em ambos os casos a débâcle foi precedida pela fragilidade da regulação e pelo relaxamento na percepção dos riscos, o que redundou em uma febre especulativa de conseqüências desastrosas. A inevitável proliferação de operações financeiras de lastro duvidoso, alavancadas pela expansão desmesurada do crédito, é um traço comum dos dois momentos históricos. Em finais dos 1920s e início dos 1930s, era ainda limitado o grau de regulação e controle exercido pela Autoridade Monetária sobre o conjunto do sistema financeiro. No caso dos EUA – o epicentro do terremoto de 1929-1933 – era destacada a proliferação de bancos de pequeno e médio porte, muitos deles fora da área de supervisão do Fed. Ao mesmo tempo, a inexistência de um “muro de contenção” entre os bancos comerciais e os bancos de investimento permitiu que os primeiros se envolvessem em operações de alto risco, comprometendo de modo temerário os recursos dos depositantes.
As respostas iniciais à crise de 1929 (ao contrário das intervenções atuais) foram completamente insuficientes e desastradas: as ações de lender of last resort, do mesmo modo que as iniciativas no plano fiscal, eram incompatíveis com os mandamentos sagrados do padrão-ouro. O resultado foi a propagação das quebras, a contração da produção e a explosão do desemprego. Entre 1930 e 1933 os EUA assistiram a três ondas de liquidação bancária que vitimaram nada menos que 11.000 bancos. Na Alemanha, a quebra do gigante Danat em julho de 1931, face à impotência da intervenção do Reischbank, foi um ponto de inflexão decisivo no aprofundamento do desespero econômico que terminou por conduzir os nazistas ao poder.
Tanto nos EUA como na Alemanha a superação dos desdobramentos mais profundos da crise passou pela imposição de critérios de regulação mais rígidos sobre o sistema financeiro. Se Roosevelt, empossado em março de 1933, alcançou um sucesso inegável em quebrar a espiral contracionista foi porque, desde o início, promoveu o saneamento do setor bancário, e estabeleceu, na seqüência, as bases da regulamentação do sistema financeiro através de um conjunto de dispositivos legais criados entre 1933 e 1935. Hitler e Schacht, de sua parte, converteram o sistema financeiro alemão em um braço operacional do Reischbank. Nos dois casos, a disciplina sobre as finanças privadas foi essencial para que as economias se levantassem dos escombros da depressão.
Da mesma forma, a superação da atual crise deverá contemplar a implantação de um novo marco de regulação para o sistema financeiro. Como se sabe, foi nos anos 1970s e 1980s que o aparato regulatório da Golden Age (a chamada “repressão financeira”) foi desmontado, em nome da imaginada eficiência das “finanças comandadas pelo mercado”. Hoje, face ao descalabro e descontrole das operações financeiras que redundaram na atual crise, não há mais quem negue a necessidade imperiosa de reintroduzir padrões mais rígidos e rigorosos que disciplinem o funcionamento do sistema financeiro em âmbito nacional e internacional. Em particular, a regulamentação sobre o shadow financial system (bancos de investimento, fundos de investimento, hedge funds, seguradoras), e a redefinição de suas relações com os bancos comerciais, é essencial para assegurar uma estabilidade mínima às economias capitalistas. A consciência de que é fundamental retomar a regulação sobre o mundo das finanças privadas é, assim, paralelamente, à pronta decisão de utilizar os recursos públicos para mitigar a propagação da crise, um fator essencial. É claro que a imposição de um novo marco regulatório para as finanças privadas não se dará em um piscar de olhos. Mas a percepção de sua urgência, ao mesmo tempo em que o Estado atua diretamente e sem ressalvas sobre a solvência do sistema financeiro, permite antever – passada a atual tormenta – um funcionamento menos turbulento e tempestuoso para o mundo das finanças.
É necessário, ademais, atentar para um dado importante. No início dos anos 1930s a coordenação internacional tornara-se uma quimera. Era absolutamente impossível compatibilizar as ações do New Deal com as propostas nazistas, e ambas com o grupo do ouro liderado pela França ou com a área da libra comandada Inglaterra. Nos anos 1930s a ordem internacional se estilhaçou e se formaram blocos de nações, com os países se envolvendo em ações essencialmente defensivas, o que redundou na escalada do protecionismo, nas desvalorizações competitivas e na busca de soluções autárquicas. A ausência de coordenação supranacional foi uma característica marcante dos anos 1930s. Ela ensejou a tentativa de saídas particularistas para a crise, acirrou a rivalidades nacionais e deu livre curso às alternativas autoritárias. Felizmente, não é este o quadro que hoje se apresenta. Mesmo diante das naturais dificuldades em se alcançar soluções consensuais, existe um interesse comum entre os EUA, a Europa, o Japão e a China em evitar a propagação da crise. Hoje, a ação coordenada (manifestada, por exemplo, na recente redução conjunta da taxa de juros) tende a ser mais plausível – e factível – que as soluções particulares e isoladas (beggar thy neighbor) típicas dos anos 1930s.
Existe, por fim, uma diferença significativa entre as atuais atribulações econômicas e o contexto da Grande Depressão, que não pode ser desprezada. No início dos anos 1930s, a proporção da população economicamente ativa empregada nas atividades agrícolas e extrativas era próxima a um quarto nos EUA, e a um terço na Alemanha. Com a depressão, dada a maior sensibilidade dos preços agrícolas às variações da demanda, a renda real da população empregada no campo despencou. No caso dos EUA, a contração da renda real dos agricultores, entre 1929 e 1932, foi superior a 50%, o que arrastou uma infinidade de bancos do Sul e do Meio Oeste à falência. Somente através de uma ação tempestiva de defesa e sustentação dos preços agrícolas é que a profundidade e a duração da depressão poderiam ser mitigadas. De fato, parcela relevante dos recursos públicos administrados pelo New Deal e pelos nazistas foi direcionada exatamente para a reversão do quadro devastador que se abateu sobre a agricultura. Hoje, esta questão sequer é colocada: nem a proporção da população empregada no campo é relevante, e nem a participação da agricultura na criação da renda tem uma expressão econômica digna de maiores preocupações. É provável, entretanto, que o mercado imobiliário de hoje seja a agricultura de ontem: a dimensão da crise do subprime todavia não é mensurável. É o próprio secretário do Tesouro norte-americano quem afirma: “o problema real é que os bancos de todo o mundo fizeram empréstimos arriscados. (…) A coisa mais espantosa é a dimensão do problema”. A cadeia de empréstimos “sujos” associados à especulação com imóveis ainda não foi desmontada, e é possível que o socorro da intervenção pública se torne aí tão intenso e prolongado quanto o foi para retirar a agricultura da vala da depressão nos anos 1930s.
As considerações anteriores indicam que não é previsível para a crise atual um desdobramento semelhante ao da Grande Depressão. Nada autoriza, contudo, uma perspectiva candidamente otimista. A extensão dos estragos é ainda desconhecida e o impacto sobre o setor produtivo seguramente será profundo. Apenas a decidida intervenção do Estado tem evitado um descalabro de maiores proporções. A necessidade de retomar a regulamentação sobre o sistema financeiro é reconhecida, mas sua implementação certamente será precedida por desacordos substanciais e demandará tempo para ser efetivada. Da mesma forma, apesar de o ambiente internacional favorecer a busca de soluções cooperadas, não se deve imaginar que elas sejam simples e isentas de contradições, em particular no que diz respeito ao papel dos EUA e do dólar no contexto mundial.
A crise atual representa, na verdade, uma derrota fragorosa do liberalismo irrefletido que contaminou os espíritos nos últimos 30 anos. A fé cega na capacidade de regulação dos mercados é um dogma que acompanha o capitalismo desde o seu nascimento. Desde a Fábula das Abelhas de Mandeville (“vícios privados, virtudes públicas”), até os modelos de expectativas racionais de última geração, o suposto é sempre o mesmo: os mercados possuem uma racionalidade imanente que garante o funcionamento ótimo da economia. O ambiente dos anos 1920s, sobretudo nos EUA, estava carregado desta convicção. Esta mesma convicção inundou a política, a academia e o mundo dos negócios a partir da guinada conservadora de Tatcher e Reagan. Os roaring twenties nos EUA culminaram com a Grande Depressão, e a euforia das finanças desregulamentadas culminou no desastre atual. A grande lição que resta destes dois episódios dramáticos é que, definitivamente, o capitalismo não pode ser deixado à mercê dos capitalistas…

Ótimo texto, tem mais alguns do mesmo autor?
É como foi dito no começo, as coisas acontecem em ciclos, talvez com essa fusão do Unibanco com o Itau as coisas melhorem um pouco por aqui.
Muito pertinente esse texto!
Uma das melhores comparações da crise atual com a crise de 1929 que já achei em toda a web! Parabéns por publicar e parabéns a quem escreveu!!
muito bom esse site
André,
grato pela divulgação de meu recente artigo. Grato, também, pelos gentis comentários teus e dos leitores. Está em fase de publicação um livro de minha autoria que abrange as principais transformações do capitalismo desde finais do século XIX até a II Guerra Mundial. Se interessar a você, ou a teus leitores, posso encaminhar a versão digital do trabalho.
Abraços,
Frederico Mazzucchelli
Muito interessante o texto..e também gostaria de ver a versão digital do livro …
abraços *
Sr. Mazzuchelli,
Estou na 8a série da Escola suiço brasileira e estou fazendo meu Projeto Pessoal. Este é meu primeiro projeto acadêmico, cujo tema é exatamente qual o sr. abrange em seu texto.
O sr. poderia, porfavor, informar seu e-mail?
Muito obrigado!
Muito bom o texto. Gostaria de ter acesso ao livro sim!!!
Muito obrigada!!!
O professor Mazzucchelli me enviou a versão digital do seu próximo livro “Os Anos de Chumbo” e o mesmo será publicado aqui nos próximos dias.
Agradeço os comentários e a atenção de todos.
André Kadow
Ai esse site é muito bom mas eu ñ godtei muito pq ele é muito embolado
e é muita coisa ,
eles podiam resumir né
poxa pra q isso tudo
mas é legal gostei
só tem alguns defeitos
Muito bom o texto e o site, textos interessantes no geral! Me avise quando o livro estiver disponível.
Paula
eu gostei muitos do texto gostaria de ter asseso ao livro tambem
obrigada!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Olá,
Me interesso bastante sobre política principalmente, pela a esperança, quem sabe, desta crise ter a oportunidade d desenvolver uma revolução.
Penso que blogs como este, deste nível, deveriam ter uma maior divulgação para que mais pessoas tivesse o acesso.
Grata.
very cool!
I really liked it!
congratulations!
Assuntos atualizados e disponibilizados para o acervo de todos!
Site enrrequecedor em materia e conteudo aplausivo para pesquisas acadêmicas.
Obrigada!
Parabéns!
Excelente comparação, muito instrutiva.
Parabéns!
ÓTIMO TEXTO AFINAL ACRISE DE 1929 FOI MUITO PARECIDA COM A DE 2008,SENDO QUE ESTA PODERIA SER MAIS GRAVE SENDO QUE DEVIDO A RÁPIDA INTERVENÇÃO DOS NOSSO EFICIENTES GOVERNANTES SE DEUS QUISER NÃO TERÁ TANTOS ABALOS..
COMO FALADO NO PRINCÍPIO AS COISAS ACONTECEM EM CICLO PORTANTO ESSA CRISE JÁ ERA PREVISTA.
muito bom o texto ..
parabens
e uma fonte de informação riquissima
adorei
mas sera que essa crise vai atingir msm o Brasil???
A intervenção do estado na economia é,sem duvidas,uma das melhores opções…não creio que essa crise acabe por agora,tenho certeza de que ela esta se alastrando e ainda vai tomar conta de muita coisa ainda…vejamos pela visão lógica.E é claro que ela irá afetar o Brasil,e só observar,ela ja esta afetando!!
Seria o efeito dominó ou efeito cascata,como dizem!
Muito bom o artigo.
Linguagem clara e simples!
A crise de 1929 se deu, basicamente, em razão do aumento da produção não ter acompanhado o aumento dos salários, além, é claro, da mecanização das industrias que acarretaram desempregos e a recuperação dos países europeus após a primeira guerra mundial, pois eram os principais consumidores dos EUA e devido sua recuperação econômica, reduziram drasticamente o consumo dos produtos americanos. Desta forma acarretou uma crise de superprodução, que forçou as industrias diminuir a produção e demitir funcionários, agravando ainda mais a crise, que chegou ao mercado de ações ocasionando a quebra da bolsa de Nova York. Com isso, acarretou a falência de indústrias e empresas rurais ocasionando milhões de desempregados. Mediante a crise, os EUA reduziu a compra de produtos estrangeiros e suspendeu os empréstimos a outros países, trazendo a crise à âmbito mundial.
A crise atual, já era prevista. Mas se deu em razão da quebra do mercado imobiliário, que a priori incentivou a população norte americana a comprar imóveis com créditos facilitados e juros altos (sub prime). No primeiro momento a economia foi aquecida e os valores dos imóveis dispararam, no entanto, as pessoas não conseguiam pagas as prestações e o número de inadimplentes aumentou, pessoas perderam o que tinham, as casas foram devolvidas e com isso o preço dos imóveis despencou, quebrando o setor imobiliário que em um efeito dominó, acarretou prejuízos consideráveis aos bancos, chegando ao mercado de ações e conseqüentemente desvalorizando a bolsa e atingindo todo o mundo.
A principal diferença entre a crise de 29 e a atual crise é que na de 1929 o Estado não intervinha no mercado financeiro, já nesta, podemos acompanhar o incentivo do Estado em fornecer pacotes bilionários, além de acordos afim de evitar desempregos.
Thanks for good post
Ótimo texto, informações embasadas historicamente e bem argumentadas. Era exatamente um texto desse que estava a procurar pela internet.
Excelente texto e um ótimo comentário! Resumidamente!
otimo site gostei de mais.
olha Rodrigo.. gostei mto do q explicou era isso q eu precizava.. e n de td td td q o texto me passou.. pelo menos por agora era isso q procurava.. mto obrigado! abraç
muito bom…
me ajudou a compreender melhor
o assunto e sclareceu algumas curiosidades
sobre a crise de 1929.
Parabens a todos que
participaram do artigo.
Ajudou muito no meu trabalho de história! =]
Era o q eu estava precisando para realizar uma pesquisa na escola Realmente um escritor excepcional… Parabéns…
então, muito bom o texto, até por ser do Professor Mazzucchelli, tive a oportunidade de ler ” os anos de chumbo” ainda enquanto tese de livre docência, gostei muito e, inclusive, utilizei-a como bibliografia de minha monografia, gostaria muito de ter acesso a bibliografia deste artigo, ou a uma versão dele que a tenha. parabéns por publicar textos dessa qualidade. Obrigado
Muito grandeeee…tinha ue fazer uma sintese, e queria que tivesse pronto…
Beeijo me liga .
Esse texto está divino!!!
Foi fundamental para conclusão do meu trabalho.
Este texto me ajudou muito no meu trabalho escolar…
Parabéns para o escritor*_*
Esse texto foi de grande ajuda para fins escolares, é muito bom, pois agora conseguir compreender o que ocorreu na crise de 1929 que estamos praticamente vivenciando a mesma atualmente. Obrigada.
muito bom o texto e um otimo excritor
eu queria que vc fizerse para mim a comparação da crise de 1929 com a atual? para amanhã
Tem algum Grafico nesse demonho?
Obrigado !
nossa seu texto ta otimo exatamente o que eu queria
obrigado pela ajuda!
Seu texto me auxiliou no entendimento da atual crise,
e ainda com o paralelo da crise de 1929.
muito grato!
Gostei muito do seu texto. Porém axo ele um pouco comprido demais… Eu particulamente acho que um texto deve ter bastante informação sim, mas axo q nesse caso o Sr. exagerou um pouco. Mesmo assim fico muito feliz em ver pessoas publicando esse tipo de texto. Sou professor da Universidade UVV a mais de 20 anos. Parabens pelo seu trabalho!!!
Perfeito Esse Texto.
Já tinha uma noção da Crise Mas Naum sabia de muita coisa que estava escrito nesse Texto
Realmente esse Autor é ótimo.
E aquele cometário do Rodrigo tb Foi muito bom.
Simples e objetivo..
queria ter acesso ao livro digital “anos de chumbo”
abrç !!!!
Parabéns pelo seu trabalho! Além de nos manter informados sobre a situação mundial que encaramos ajuda em trabalhos, etc.
Importante estarmos a par da situação do capitalismo, principalmente em momentos de crise como esse.
Obrigada
Muito bom o texto !
Me ajudou bastante a entender o que aconteceu e o que está acontecendo no mundo …
Parabéns pelo trabalho !!!
Frederico
ótimo texto. Você poderia por gentileza me enviar a versão digital de seu novo trabalho, pois estou fazendo meu TCC sobre a crise atual e abordarei algumas crises anteriores, a nova ordem econômica mundial (megablocos), entre outros assuntos. Pode ser de grande utilidade.
obrigada,
Prezado Prof. Mazzucchelli
Me interessa muito a leitura de seu trabalho. Se possível gostaria de recebê-lo.
Atenciosamente,
Tatiana Belanga.
quero comentar sobre um comentario deixado aqui.eu naum acho que a uniao do unibanco com o itau seja boa para as pessoas(tirando os empresarios donos do banco),porque se começarem a fazer essa junção depois nao teremos mais opção de escolha e teremos q comprar um produto só e se ele for ruim vai ser pior ainda.
adoreiiiiiiiiii…sou professora de História…
e estou precisando de assuntos assim..temas importantes da atualidade..
gostaria de mais informações…..
email..
francy_21pa@hotmail.com
será um prazer manter contato com vc…
boa noite.,….e parabéns pelo belissímo trabalho.